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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Japão planeja gastar ¥500 bilhões para ajudar empresas afetadas pelo 3º estado de emergência

O país declarou emergência até 11 de maio para combater uma quarta onda de infecções

ajudar empresas
O governo do Japão planeja gastar ¥500 bilhões (US$ 4,59 bilhões) em reservas para ajudar empresas atingidas pelas restrições adotadas durante o terceiro estado de emergência que começou a vigorar no último domingo em Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto, informou a agência de notícias Kyodo nesta quarta-feira (28).

O Gabinete deve aprovar os gastos na sexta-feira (30), acrescentou a Kyodo, sem citar fontes.

O Japão declarou estado de emergência até 11 de maio para combater uma quarta onda de infecções por variantes do coronavírus, mas as medidas poderão ser prolongadas se os casos de Covid-19 não diminuírem nesse período.

Nas províncias onde o estado de emergência está vigorando, muitos estabelecimentos não estão funcionando, incluindo shopping centers, lojas de departamento, cinemas e restaurantes que servem bebidas alcoólicas.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Japão dará até 300 mil para comércio que precisar reduzir jornada em razão da pandemia

A notícia vem em razão do aumento dos casos na província de Hokkaido

lojas e restaurantes que precisarão reduzir o horário comercial
O governo japonês apoiará financeiramente lojas e restaurantes que precisarão reduzir o horário comercial para conter a disseminação do novo coronavírus, disse o primeiro-ministro Yoshihide Suga na segunda-feira (16). 

A promessa de Suga veio quando as autoridades de Hokkaido concordaram em pedir aos residentes de Sapporo, na ilha principal mais ao norte do Japão, que evitem passeios não essenciais após dias consecutivos de infecções recordes na região, noticiou a Kyodo News. 

Falando em uma reunião da força-tarefa do governo para lidar com o coronavírus, ele disse que o governo planeja usar 50 bilhões de ienes (US $ 480 milhões) para o programa de apoio caso as autoridades locais considerem necessário reduzir o horário comercial.

O dinheiro reservado deverá ficar entre 200.000 e 300.000 ienes por loja durante um mês, de acordo com as autoridades.

O pedido de redução do horário de funcionamento será limitado a áreas e indústrias específicas, disse Suga.

Além de Hokkaido, um ponto turístico popular conhecido pelo frio, neve e natureza exuberante, a província de Aichi, no centro do Japão, também está procurando aumentar seu alerta de coronavírus, enquanto Tóquio, Osaka e outras cidades importantes continuam registrando altos números de infecção.

No total, em todo o Japão, casos recordes diários de coronavírus foram relatados por três dias consecutivos até sábado, com o número chegando a 1.737 naquele dia.

Na segunda-feira, o Japão confirmou 949 novas infecções, elevando seu total cumulativo nacional para 120.263 casos. O número de mortos agora é de 1.919.

Suga também disse que pediria aos governadores que considerassem tornar grupos de mais de cinco pessoas inelegíveis para o programa governamental "Go To Eat", que visa encorajar jantares em restaurantes.

Com 189 novas infecções em Hokkaido relatadas na segunda-feira, o governador Naomichi Suzuki e o prefeito de Sapporo, Katsuhiro Akimoto, concordaram em uma reunião de emergência para exortar os residentes da cidade a não viajarem para outras áreas da ilha.

Hokkaido tem registrado um rápido aumento nas infecções diárias, com mais de 200 casos relatados em quatro dias consecutivos até o domingo. A região relatou um recorde de 236 casos na quinta-feira passada. 

Espera-se que Sapporo aumente seu alerta para a pandemia para quatro na escala de cinco níveis da ilha, indicando um rápido aumento nas infecções e a necessidade de implementar medidas para evitar um grande fardo sobre os hospitais e centros médicos.

O aumento do nível permitirá que as autoridades solicitem limites nas capacidades operacionais das instalações que não implementaram medidas contra a pandemia.

A ilha inicialmente solicitou que restaurantes e empresas de entretenimento no distrito de vida noturna de Susukino, em Sapporo, não operassem entre as 22h e 5 da manhã, enquanto promete 200.000 ienes para cada negócio que respeitar essa regra.

Mas as autoridades locais agora planejam expandir o pedido para toda a cidade e convocar restaurantes, que não têm medidas de prevenção contra vírus adequadas, para evitar a abertura.

Enquanto isso, o governador de Aichi, Hideaki Omura, disse na segunda-feira que sua província está considerando aumentar o alerta depois de ver mais de 100 infecções diárias por seis dias consecutivos até o domingo.

"Não esperamos uma tendência de queda" por enquanto, disse ele em entrevista coletiva.

Apesar de um aumento nos casos, Suga disse que o governo manterá sua campanha de subsídio "Go To Travel" para apoiar o turismo doméstico.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 7 de abril de 2020

Estado de emergência no Japão: veja o que muda nas províncias afetadas

Premiê japonês declarou emergência para sete províncias durante um mês
Estado de emergência no Japão

O primeiro-ministro Shinzo Abe declarou nesta terça-feira (7) estado de emergência para sete províncias japonesas por um mês.

Segundo informações da emissora NHK, estão na lista as províncias de Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Hyogo e Fukuoka, por serem as localidades com mais casos crescentes de contaminação pelo novo coronavírus.

“Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, neste momento de crise, para salvar vidas. Gostaria de pedir a colaboração da nação para que possamos superar essa fase difícil unidos”, disse Abe durante coletiva de imprensa, realizada na noite desta terça-feira.

O estado de emergência estará valendo até o dia 6 de maio, quando se encerra o feriado prolongado de Golden Week.

Moradores das províncias listadas devem evitar saídas desnecessárias, como passeios noturnos ou aos fins de semana. A população poderá, no entanto, ir e vir do trabalho, comprar alimentos e se consultar em hospitais locais quando necessário.

Veja quais serão as determinações durante os próximos 30 dias:

Escolas e eventos
As províncias em emergência podem solicitar a suspensão de escolas e cancelamento de eventos. Locais de aglomeração devem ter uso limitado durante este período.

O pedido de suspensão deve valer para escolas primárias, ginasiais e de ensino médio, creches, e os "day services" (serviços de um dia de bem-estar aos idosos). Locais com mais de 1000 m², como cinemas, teatros, lojas de departamento, hotéis, clubes noturnos, ginásios esportivos, bibliotecas e museus, devem ter uso limitado ou suspenso.

Supermercados e farmácias, que fornecem produtos essenciais, devem continuar abertos normalmente. Talvez haja limitação do horário de funcionamento ou um horário reservado apenas para as compras dos idosos.

Os estabelecimentos e instituições que não cumprirem o pedido devem receber instruções diretas do governo e terão os nomes divulgados em uma página oficial.

Segundo informações da NHK, não haverá aplicação de multas e o objetivo de divulgar os nomes é fornecer a população informações sobre o que estará fechado ou com funcionamento limitado.

Serviços básicos
Os serviços básicos como fornecimento de luz, água e gás não serão afetados pelo estado de emergência. O governo deve garantir que as empresas responsáveis por esses serviços continuem operando de forma estável.

O mesmo vale para o serviço de correio nacional, internet e telefone. O correio internacional acabou afetado pela redução de voos e os correios do Japão não estão enviando encomendas por via aérea para 73 países, incluindo o Brasil.

Transporte público
As linhas de trem e de ônibus devem continuar em operação durante o período de emergência. O mesmo vale para as companhias aéreas ainda em operação e as rodovias.

Não haverá determinações para que o transporte público seja suspenso ou limitado. Porém, é possível que muitas empresas decidam diminuir as linhas por causa do número reduzido de passageiros.

Medidas agressivas
Durante o estado de emergência, o governo pode tomar medidas mais agressivas para garantir o necessário para o tratamento de saúde dos infectados. O governo poderá utilizar propriedades privadas sem autorização para a instalação de hospitais de campanha e ordenar as fabricantes de itens médicos e transportadoras a fornecer e entregar os produtos necessários as instituições médicas.

O estado de emergência do Japão é diferente do bloqueio "lock down" adotado em outros países, com medidas de quarentena obrigatória. As determinações do governo japonês contam com a colaboração da população e não preveem punições aos indivíduos que não obedecerem.

Para as empresas que receberem ordem de venda ou serviços para os hospitais, poderá haver multa ou prisão no caso de descumprimento.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Osaka também suspende aulas em todas as escolas da cidade

Medida também inclui os jardins de infância, que abrigam crianças de 3 a 5 anos
As aulas serão suspensas por duas semanas

Seguindo o exemplo de outras localidades do Japão, a prefeitura e o Conselho de Educação de Osaka também decidiram suspender as aulas em todas as escolas públicas da cidade, incluindo ainda os jardins de infância, que abrigam crianças de 3 a 5 anos, informou a emissora NHK.

Osaka, a terceira maior cidade do Japão depois de Tóquio e Yokohama, tem 52 jardins de infância (youchien), 289 escolas primárias (shougakkou) e 130 escolas ginasiais (chuugakkou).

As aulas serão suspensas por duas semanas, de 29 de fevereiro a 13 de março, como forma de prevenção para evitar a propagação do coronavírus entre alunos e professores.

A província de Osaka registrou um caso de coronavírus até agora, mas há preocupações de que pessoas sem sintomas possam estar transmitindo a doença sem saber.

Hokkaido também fechou as escolas da província por uma semana e a cidade de Ichikawa (Chiba) suspendeu as aulas por 14 dias.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Polícia fecha "fábricas" de Zairyu Cards falsos em Aichi, Osaka e Saitama

A falsificação é normalmente feita por chineses envolvidos com a máfia
Zairyu Card

A polícia japonesa descobriu, uma após a outra, pelo menos três "fábricas" de Zairyu Cards falsos nas províncias de Aichi, Osaka e Saitama. As informações são do jornal Mainichi.

Zairyu Card é um documento de identificação de estrangeiros que residem no Japão. A falsificação é normalmente feita por chineses envolvidos com o crime organizado, ou a máfia japonesa (yakuza).

Até há pouco tempo, essas fábricas funcionavam no exterior para evitar repressões por parte das autoridades japonesas. No entanto, os documentos falsos começaram a ser produzidos no Japão para agilizar o processo de entrega.

O Departamento Regional de Imigração de Tóquio fechou fábricas de Zairyu Cards falsos em Aichi, Osaka e Saitama entre janeiro e abril deste ano. Durante a busca, os policiais confiscaram documentos para chineses, vietnamitas e indonésios e outros estrangeiros, além de cartões de seguro de saúde.

Em anúncios nas redes sociais, os falsificadores prometiam entregar documentos em dois dias e cobravam de ¥10 mil a ¥20 mil por unidade.

Um número crescente de falsificadores está transferindo suas operações ao Japão porque existe uma demanda crescente por entrega rápida de documentos ilegais. Além disso, não existe o risco de Zairyu Cards falsos  serem descobertos na Alfândega.

Imediatamente após o Departamento Regional de Imigração de Tóquio ter descoberto uma fábrica em Saitama, em janeiro, o número de pedidos recebidos por um falsificador de Osaka aumentou. Assim que a polícia fechou a fábrica de Osaka em fevereiro, um novo ponto de falsificação surgiu em Saitama.

De acordo com a Agência Nacional de Polícia, 438 estrangeiros foram presos por suspeita de fornecer ou possuir Zairyu Cards falsos em 2018. No mesmo ano, 16.269 estrangeiros foram deportados e 10.086 deles foram acusados ​​de trabalhar ilegalmente no Japão.

Um funcionário da Imigração disse que o Zairyu Card falso tem boa qualidade e é idêntico ao documento verdadeiro, incluindo o holograma do Ministério da Justiça e outros detalhes.

O Zairyu Card falso é bastante procurado por estudantes e estagiários estrangeiros que fogem do trabalho, ficam ilegais no Japão e precisam de documentos para conseguir um novo emprego.
Fonte: Alternativa