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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Governo anuncia subsídio para energia e gás

Governo anuncia verba de ¥980 bilhões em subsídios para cobrir aumento dos preços de eletricidade e gás

subsídio para energia e gás
Como parte das medidas de aumento de preços, o governo fornecerá subsídios adicionais às contas de eletricidade e gás por três meses a partir de agosto, e também continuará com os subsídios para manter os preços da gasolina baixos pelo resto do ano.

Até o momento, o governo cobriu os custos com um orçamento suplementar para o ano fiscal anterior, mas, como são necessários auxílios adicionais, decidiu gastar cerca de 980 bilhões de ienes do fundo de reserva para medidas contra o aumento de preços no orçamento do ano fiscal atual.

Como o fundo de reserva tem um limite máximo de 1 trilhão de ienes, a maior parte do fundo de reserva será usada de uma só vez.

Espera-se que o Gabinete aprove os gastos do orçamento de reserva na próxima semana.

Com mais de 10 trilhões de ienes já orçados para medidas de combate ao aumento dos preços da eletricidade, do gás e da gasolina, e com o ônus financeiro aumentando ainda mais, o equilíbrio entre essas medidas e a consideração pela subsistência das pessoas continuará a ser um desafio.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 11 de junho de 2024

Falências em maio passam de 1.000 pela primeira vez em 11 anos

Todas as 10 categorias industriais registaram aumento nas falências em maio

falências corporativas

O número de falências corporativas em maio aumentou 42,9% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo o total de 1.009 casos. É a primeira vez em 11 anos que o total passa de 1.000, publicou a Kyodo News.

As empresas enfrentam os aumentos dos custos, a falta de trabalhadores e ainda a necessidade de quitar as dívidas contraídas durante a pandemia de coronavírus.

Seguindo essa tendência, o total neste ano deverá ultrapassar as 10.000 insolvências, o que ocorrerá pela primeira vez desde 2013, quando foram registradas 10.855 , segundo a Tokyo Shoko Research Ltd.

No total, 67 empresas que pediram falência contraíram empréstimo sem garantia nem juros, concedidos pelo governo para ajudar o setor a atravessar a pandemia de coronavírus.

As falências atribuídas aos custos cada vez mais elevados somaram 87.

Outro motivo para as falências foi a desvalorização do iene, causando a elevação dos custos de matérias-primas e de energia, gerando problemas para as pequenas empresas que não conseguem transferir estes custos para os preços.

A Tokyo Shoko Research estima que o número de falências continuará a aumentar, citando que algumas empresas enfrentarão dificuldades de financiamento, e também em razão da recuperação atrasada nos seus negócios.

Todas as 10 categorias industriais registaram aumento nas falências em maio.

Mas o setor de serviços registrou o maior número de casos, com 327 registros, seguido pelo setor da construção, com 193 casos.

Outro dado é que cerca de três quartos do valor global foram falências de pequena escala, onde a dívida era inferior a 100 milhões de ienes (637 mil dólares).
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Pesquisa: 94% sentem impacto do aumento do custo de vida

A pesquisa mostrou resultados que podem ser comparados ao período em que o Japão passou por uma das piores crises, em 2008

custo de vida no Japão
O Banco do Japão anunciou na quarta-feira (11) os resultados de sua pesquisa sobre a consciência do estilo de vida. 

Segundo o Banco do Japão, pela primeira vez em 14 anos a média geral foi a mais elevada pois 94,3% dos entrevistados responderam que sentem que o custo de vida subiu em 2022, comparando com 2021. Esse índice se aproximou do recorde de 94,6% em 2008, ano do chamado Lehman Shock ou  falência do Lehman Brothers.

Outro detalhe importante é que 53% dos entrevistados afirmaram se sentir menos confortáveis em relação ao custo de vida, o maior índice em 13 anos. Isso sugere que o número de pessoas do país que sofrem com os aumentos de preços sequenciais está aumentando. 

Em relação ao estilo de vida atual, 88% responderam que estão ficando sem abundância ou sem folga por causa dos aumentos de preços. Esse foi o maior índice já visto até então.  

O questionário foi aplicado entre 4 de novembro a 1.º de dezembro do ano anterior, direcionado a pessoas com idade superior a 20 anos, e as respostas válidas chegaram a aproximadamente 2 mil pessoas.
Fonte: Portal Mie com Asahi e JNN

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Aumenta o número de falências entre abril e setembro no Japão

Das 47 províncias, 29 delas registraram aumento neste tipo de situação, como é o caso de Hokkaido e Quioto

empresas no Japão
O Japão registrou 3.141 falências corporativas entre abril e setembro deste ano, representando um aumento de 6,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo uma pesquisa da Tokyo Shoko Research, publicou a Kyodo News.  

O aumento, o primeiro em três anos, foi atribuído às dificuldades que as empresas enfrentaram em reembolsar a ajuda financeira que receberam do governo em resposta à pandemia de COVID-19.

A Tokyo Shoko Research disse que está observando casos crescentes desde agosto de falências decorrentes dos altos preços das matérias-primas, provocados pela queda do iene em relação ao dólar americano. 

O passivo total deixado pelas empresas falidas no período também cresceu, chegando a 1,74 trilhão de ienes em seis meses. O valor recebeu um forte impulso da Marelli Holdings Co., grande fabricante de autopeças que entrou com pedido de ajuda financeira em junho. 

Por setor, o de transporte registrou mais casos, um total de 162 falências, ou um aumento de 42,1/%, impulsionado pela alta do preço dos combustíveis. 

Já o setor imobiliário teve 104 casos, uma queda de 5,4%, o menor número em 30 anos. 

Entre as 47 províncias, 29 delas, incluindo Hokkaido e Quioto, registraram os maiores números de falências, enquanto outras 16, como Osaka e Hiroshima, observaram uma redução. Shizuoka e Nagasaki apresentaram uma situação estável. 

Somente em setembro, o número de falências no país aumentou 18,6% em relação ao ano anterior, para 599, segundo a empresa de pesquisa. O valor total do passivo foi de 144,87 bilhões de ienes.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 24 de março de 2022

Japão preparará pacote de ajuda para amortecer aumentos de preços de matérias-primas

Os gastos se concentrarão em subsídios aos combustíveis e na ajuda às famílias mais afetadas

Fumio Kishida
O primeiro-ministro Fumio Kishida provavelmente instruirá seu gabinete a compilar um pacote de ajuda na terça-feira (29) para amortecer o golpe econômico do aumento dos preços das matérias-primas, disseram três fontes do governo com conhecimento direto do assunto.

Na quarta-feira (23), porém, o premiê já havia comentado sobre o assunto: "Temos que responder com firmeza aos preços mais altos do petróleo e das matérias-primas, bem como aos aumentos de preços", disse Kishida a repórteres. "Vou emitir um pedido já na próxima semana."

Os gastos se concentrarão em subsídios aos combustíveis e ajuda às famílias atingidas pelo aumento dos custos de matérias-primas e alimentos, disseram as fontes, que comentaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizadas a falar publicamente.

O pacote "pode vir em duas etapas", disse uma das fontes, com a inicial a ser financiada por cerca de 5 trilhões de ienes (US$ 41 bilhões) em reservas no orçamento fiscal de 2022.

Detalhes do segundo pacote serão decididos antes de uma eleição marcada para a câmara alta no verão, disseram as fontes.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Índice de atividade fabril do Japão em fevereiro cai para mínima de 5 meses

A atividade no setor de serviços encolheu no ritmo mais rápido desde maio de 2020

atividade fabril do Japão
A atividade manufatureira do Japão expandiu no ritmo mais lento em cinco meses em fevereiro, com a produção contraída, ressaltando o impacto prolongado que as interrupções na cadeia de suprimentos global está causando na terceira maior economia do mundo.

A atividade no setor de serviços encolheu no ritmo mais rápido desde maio de 2020, à medida que a demanda enfraqueceu depois que o país viu as infecções por coronavírus atingirem um recorde devido à variante Ômicron.

O índice au Jibun Bank Flash Japan Manufacturing Purchasing Managers' (PMI) caiu para um ajuste sazonal de 52,9 de um final de 55,4 no mês anterior. Uma leitura abaixo de 50 indica contração em relação ao mês anterior.

"Os fabricantes sinalizaram uma redução na produção pela primeira vez em cinco meses, embora a taxa de contração tenha sido consideravelmente mais suave do que a observada no setor de serviços", disse Usamah Bhatti, economista da IHS Markit, que compila a pesquisa.

A pesquisa mostrou que um aumento acentuado dos prazos de entrega exacerbou a escassez de materiais, fazendo com que os preços dos insumos subissem no ritmo mais rápido desde agosto de 2008.

"As empresas continuaram a relatar que o aumento dos preços dos insumos e a escassez de materiais, principalmente de combustíveis e metais, tem forçado a diminuição da atividade do setor privado", disse Bhatti.

Os fabricantes viram os estoques de matérias-primas e outros insumos aumentarem no ritmo mais acentuado desde outubro de 2001, quando este tipo de levantamento de dados iniciou.

Tanto os fabricantes quanto as empresas do setor de serviços ficaram menos otimistas sobre as condições de negócios nos próximos 12 meses, mostrou a pesquisa.

O au Jibun Bank Flash Services PMI Index caiu para um ajuste sazonal de 42,7, abaixo do final do mês anterior de 47,6.

O PMI composto do au Jibun Bank Flash Japan, que é calculado usando manufatura e serviços, caiu para 44,6 em relação ao final de janeiro de 49,9, marcando o nível mais baixo desde junho de 2020, 40,8.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 6 de julho de 2021

Gastos de famílias no Japão aumentam pelo 3º mês consecutivo

Comparado há 2 anos, as pessoas gastaram mais neste ano com comida congelada e máscaras

famílias no Japão
Os gastos de famílias no Japão cresceram em maio comparados há 1 ano, o 3º mês consecutivo de aumentos.

Entretanto, gastos com viagens e restaurantes ainda estavam bem abaixo dos níveis pré-pandemia.

De acordo com o Ministério de Assuntos Internos, famílias de duas pessoas ou mais gastaram um pouco mais de ¥281 mil em maio, ou cerca de $2,5 mil.

O número teve alta de 11,6% em termos de ienes em relação ao ano anterior, ajustados para inflação. Esse foi o segundo maior aumento desde 2001, quando dados comparáveis se tornaram disponíveis.

O grande ganho foi largamente conduzido por uma recuperação da queda acentuada em 2020. Os gastos foram maiores em maio de 2019, antes da pandemia começar.

O consumo caiu em abril a maio do ano passado durante o primeiro estado de emergência do país.

Comparado há 2 anos, as pessoas gastaram mais neste ano com comida congelada e máscaras.

Mas os gastos com pacotes de viagem tiveram queda de 87%, e para comer fora a diminuição foi de 38%.

Funcionários do ministério dizem que o consumo das famílias está aumentando de modo geral. Contudo, os gastos com hotéis e restaurantes não retornaram aos níveis antes da pandemia.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Japão planeja gastar ¥500 bilhões para ajudar empresas afetadas pelo 3º estado de emergência

O país declarou emergência até 11 de maio para combater uma quarta onda de infecções

ajudar empresas
O governo do Japão planeja gastar ¥500 bilhões (US$ 4,59 bilhões) em reservas para ajudar empresas atingidas pelas restrições adotadas durante o terceiro estado de emergência que começou a vigorar no último domingo em Tóquio, Osaka, Hyogo e Quioto, informou a agência de notícias Kyodo nesta quarta-feira (28).

O Gabinete deve aprovar os gastos na sexta-feira (30), acrescentou a Kyodo, sem citar fontes.

O Japão declarou estado de emergência até 11 de maio para combater uma quarta onda de infecções por variantes do coronavírus, mas as medidas poderão ser prolongadas se os casos de Covid-19 não diminuírem nesse período.

Nas províncias onde o estado de emergência está vigorando, muitos estabelecimentos não estão funcionando, incluindo shopping centers, lojas de departamento, cinemas e restaurantes que servem bebidas alcoólicas.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Japão mantém avaliação econômica em setembro com recuperação em curso

 O governo disse que a economia japonesa ainda está em uma situação severa devido à Covid-19, mas vem mostrando movimentos de melhora recentemente

economia japonesa
O governo manteve sua avaliação econômica em setembro, divulgada na quinta-feira (24), inalterada pelo 3º mês consecutivo, dizendo que a atividade continuava a mostrar sinais de “melhora” da queda causada pelo novo coronavírus.

“A economia japonesa ainda está em uma situação severa devido ao novo coronavírus”, mas vem “mostrando movimentos de melhora recentemente”, disse, repetindo as palavras usadas nas avaliações de julho e agosto.

O governo rebaixou suas avaliações do consumo privado pela primeira vez desde abril, quando ele declarou estado de emergência por causa da propagação do vírus.

De acordo com o relatório, o consumo privado estava “melhorando”, a mesma expressão usada em agosto, mas acrescentou que “fraqueza pode ser vista em alguns setores”.

Um oficial do governo disse que uma “paralisação” foi vista nos gastos do consumidor, principalmente em serviços de viagem e alimentação, após um ressurgimento nas infecções pelo coronavírus.

Mas o oficial disse que a tendência de recuperação continuou, com uma grande reviravolta do turismo durante o feriado de 4 dias da Silver Week até a terça-feira (22) sendo o exemplo mais recente de recuperação de atividades econômicas.

Dentro os outros 10 itens importantes avaliados, investimentos em negócios também foi rebaixado, enquanto quatro componentes incluindo exportações e produção industrial foram elevados.

Segundo o relatório, os investimentos em negócios estavam “mostrando fraqueza”, enquanto as exportações estavam “melhorando” e a produção “mostra movimentos de melhora”. O oficial disse que exportações relacionadas a automóveis mostraram uma recuperação significante, apoiadas por melhoras nas economias do exterior.

O governo também atualizou sua avaliação sobre a situação empregatícia, dizendo que havia “movimentos estáveis em alguns componentes, como o número de empregados, enquanto a fraqueza permanece”.

A avaliação geral do governo foi atualizada tanto em junho como em julho, visto que atividades sociais e econômicas em todo o país retomaram lentamente após a suspensão do estado de emergência.

O relatório mensal previu que a recuperação continuaria a curto prazo com uma melhoria nas economias do exterior e retomada de atividades socioeconômicas domésticas.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Japão está pronto para implementar medidas fiscais e monetárias para combater a pandemia, afirma ministro

Governo também irá criar um plano para injetar capital em pequenas empresas atingidas pela Covid-19
Empregos e empresas no Japão

O Japão está pronto para implantar todos os meios de política fiscal e monetária disponíveis para proteger empregos e empresas das consequências crescentes da pandemia de coronavírus, afirmou na terça-feira (19), o ministro da Economia Yasutoshi Nishimura.

“Não é bom que o Japão volte à deflação apenas porque nos preocupamos demais com a saúde fiscal do país”, disse Nishimura em entrevista coletiva, sinalizando sua disposição em aumentar os gastos do governo para amortecer o golpe econômico da pandemia.

O governo também irá criar um conjunto de fundos com instituições financeiras privadas para injetar capital em pequenas e médias empresas que lutam do duro golpe da pandemia de coronavírus, informou o jornal Nikkei nessa terça-feira.

O Japão reservará cerca de 50 bilhões de ienes para o fundo sob um segundo orçamento suplementar para o atual ano fiscal, que será submetido ao parlamento para aprovação em junho, informou o jornal, sem citar fontes.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Japoneses desafiam isolamento social durante a Golden Week

Mesmo em Tóquio há famílias inteiras que vão passear em parques
isolamento social

Durante a vigência do estado de emergência do coronavírus no Japão muitas pessoas estão seguindo o apelo governamental para ficar em casa. Mas alguns ainda precisam ir ao trabalho, apesar dos riscos de infecção, enquanto outros continuam a comer fora, a fazer piqueniques em parques e ir a supermercados com pouca consideração pelo distanciamento social.

Na quarta-feira (29), o primeiro dia da Golden Week (Semana Dourada), o arborizado Shiba Park de Tóquio estava lotado de famílias com crianças pequenas acampadas em tendas, segundo noticiou a Associated Press.

A chegada do feriado está testando a vontade do público de se unir contra um inimigo comum, enquanto os profissionais de saúde alertam que os casos crescentes de coronavírus estão sobrecarregando o sistema médico em alguns lugares.

Especialistas dizem que falta um senso de urgência, graças às mensagens confusas do governo e à falta de incentivos para ficar em casa.

Em Okinawa, os habitantes recorrem a postagens de mídia social para os turistas não visitarem, "para proteger nossos avós e avós".

"Cancele sua viagem a Okinawa e espere até que possamos recebê-lo", twittou o governador Denny Tamaki. "Infelizmente, Okinawa não pode oferecer hospitalidade e nossos sistemas médicos, inclusive em ilhas remotas, estão em estado de emergência."

Num Japão impulsionado pela conformidade e pelo consenso, a pandemia está colocando aqueles que desejam seguir as regras contra uma minoria considerável que está resistindo aos pedidos de ficar em casa.

Para obter uma melhor conformidade, o governo precisa de mensagens mais fortes, disse Naoya Sekiya, professora da Universidade de Tóquio e especialista em psicologia social e comunicação de riscos.

Um bloqueio mais rígido também ajudaria.

Embora a adesão sincera para ficar em casa consternasse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, nenhum dos que rejeitaram o conselho está infringindo a lei.

Legalmente, o estado de emergência só pode envolver solicitações de conformidade. Os infratores não enfrentam penalidades. Existem poucos incentivos para fechar lojas.

A principal mensagem foi a economia em primeiro lugar, a segurança em segundo lugar: o primeiro-ministro Shinzo Abe insistiu que o Japão não adotaria travamentos rígidos no estilo europeu que paralisariam a economia. Seu ministro da economia lidera as reuniões da força-tarefa do governo contra coronavírus.

"A mensagem vinda do governo é bastante branda, aparentemente tentando transmitir a necessidade de ficar em casa enquanto prioriza a economia", disse Sekiya.

Como as pessoas não têm um senso comum de crise, em vez de ficar em casa, elas esperam o melhor e assumem que não serão infectadas, disse ele.

Três quartos das pessoas que responderam a uma pesquisa recente do jornal Asahi disseram que estão saindo menos do que o habitual. Mas pouco mais da metade achou que poderia cumprir o apelo de Abe de reduzir suas interações sociais em 80%.

Pessoas de todas as idades estão ignorando o pedido de ficar em casa. O popular cruzamento em Shibuya, no centro de Tóquio, parecia deserto, mas os restaurantes e bares nas ruas ainda estavam ocupados.

No subúrbio a oeste de Kichijoji, ruas estreitas de lojas ficaram congestionadas durante o fim de semana com famílias passeando e indo almoçar.

Os salões Pachinko atraíram a ira por permanecerem abertos, apesar do anúncios dos nomes dos que descumpriam a orientação do governo e de outras pressões para fechar. Bares e restaurantes estão ignorando a indicação para fechar às 20h.

"É ridículo", disse um homem de 80 anos bebendo quarta-feira em um bar no centro da cidade. "O que devo fazer em casa? Só estaria assistindo TV".
As autoridades estão tentando revidar.

Em Kichijoji, eles patrulhavam galerias comerciais carregando faixas dizendo "Por favor, não saia". Os prefeitos locais apelaram ao governo para fechar a praia movimentada de Shonan, popular entre surfistas e famílias, ao sul de Tóquio. Algumas prefeituras criaram postos de controle de fronteira para identificar placas de veículos não locais.

"Parece que nem todos compartilham o sentimento de crise", disse Kazunobu Nishikawa, um oficial de prevenção de desastres na cidade de Musashino, que supervisiona Kichijoji.

"Muitas pessoas entendem os riscos dessa doença infecciosa", disse ele, mas "outras parecem pensar que o COVID-19 não passa de um resfriado comum e não se importa desde que não o pegue."

Abe declarou o estado de emergência em 7 de abril, quando os casos de vírus aumentaram. Inicialmente, abrangeu apenas Tóquio e seis outras áreas, mas depois se expandiu para incluir todo o país.

Abe não pediu que as empresas não essenciais fechassem. Mas Koike, o governador de Tóquio, lutou e prevaleceu ao pedir que escolas, cinemas, clubes esportivos, bares de hostess e outras empresas da cidade fossem fechadas.

A maioria dos restaurantes e pubs ainda pode operar das 17h às 20h, e as mercearias e lojas de conveniência e o transporte público permanecem funcionando como de costume.

O governo lançou um pacote econômico sem precedentes de 108 trilhões de ienes (US $ 1 trilhão) que inclui empréstimos para pequenas empresas e outras medidas de coronavírus.

Respondendo às críticas de que estava negligenciando indivíduos e famílias com extrema necessidade de dinheiro para sobreviver, Abe anunciou o pagamentos em dinheiro de 100.000 ienes a todos os residentes.

Os dados da pesquisa mostram que a meta de distanciamento social de 80% foi atingida aproximadamente nos fins de semana, com o número de frequentadores da vida noturna e de passageiros notavelmente mais baixos.

Mas parques e pontos populares ao ar livre nas cidades densamente povoadas do Japão ainda estão lotados de pessoas, disse Hiroshi Nishiura, professor da Universidade de Hokkaido e especialista em análises epidemiológicas.

Tóquio relatou 47 casos confirmados recentemente na quarta-feira, com o total em todo o país pouco mais de 14.000, embora testes limitados signifiquem que o número de infecções provavelmente seja muito maior.

A funcionária do call center, Mayumi Shibata, está entre os muitos japoneses que não podem trabalhar totalmente em casa, em parte porque muitos itens burocráticos não estejam computadorizados e a maioria dos documentos ainda deve ser carimbada pessoalmente.

"Vou fazer o que puder para manter meu emprego", disse Shibata enquanto estava do lado de fora da movimentada estação ferroviária de Shinagawa, no centro da cidade, numa manhã recente.

Com os trens um pouco menos lotados, as condições para o deslocamento são melhores e ela tenta almoçar fora, se não estiver chovendo, para tomar um pouco de ar fresco. "Estou tentando não ser infectada", disse ela.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Tóquio: bancos recebem milhares de consultas de empresas sobre empréstimos

Crise do coronavírus impacta pequenos negócios no Japão
banco Sawayaka Shinkin

Milhares de empresas estão sofrendo dificuldades financeiras por causa dos impactos do novo coronavírus no Japão.

Segundo reportagem da emissora NHK, pelo menos 16 mil pequenas e médias empresas realizaram consultas sobre empréstimos na instituição financeira Sawayaka Shinkin Bank, localizada no distrito Ota, em Tóquio.

Representantes de empresas com sede em Minato, Ota e Shibuya disseram que estão com dificuldades na arrecadação financeira devido aos impactos do novo coronavírus. As companhias estão relatando queda nos lucros e dificuldade nas contas do fim do ano fiscal (que se encerrou em março de 2020).

O banco Sawayaka Shinkin relatou que, desde o mês passado, houve elevada procura de restaurantes e empresas que oferecem serviços aos consumidores. Foram mais 3 mil casos de consultas, por causa da inevitável queda nos lucros, na medida em que os consumidores passam a evitar saídas desnecessárias.

A instituição viabilizou dois tipos de plano de empréstimo emergencial, com pagamento exclusivo da taxa de juros por dois anos, devido ao elevado número de solicitações. Com esses planos, o empréstimo pode ser aprovado apenas com a sanção do chefe da filial, sem necessidade de passar pela sede.

O diretor da instituição, Hirotomo Shino, reagiu com espanto ao comentar o cenário atual. “É uma situação que nunca ocorreu antes e não temos experiência. O guichê de atendimento ao comércio e indústria está sobrecarregado. Estamos tratando com seriedade cada caso da indústria e iremos vencer essa situação difícil juntos”, declarou.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

FMI alerta que coronavírus pode afetar economia do Japão através de turismo e comércio

economia do Japão

Um surto prolongado e generalizado de coronavírus poderia prejudicar a economia do Japão, afetando o turismo, o varejo e as exportações, entre outras áreas, alertou uma autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"A disseminação do coronavírus representa um risco de queda emergente para a economia japonesa, embora o impacto econômico dependa da disseminação da doença e das respostas", disse à Reuters Paul Cashin, chefe de missão do FMI para o Japão.

"Se prolongado e generalizado, deverá afetar as atividades de turismo e varejo do Japão por meio de um declínio nas chegadas e gastos de turistas chineses e de outros locais, disse ele em uma entrevista escrita publicada na terça-feira.

O surto do vírus também poderia afetar o comércio e os investimentos, já que qualquer desaceleração na economia chinesa é capaz de prejudicar a produção das empresas japonesas e interromper as cadeias de suprimentos, acrescentou Cashin.

O chefe de missão do FMI no Japão não forneceu estimativas sobre o quanto o surto viral poderia impactar no crescimento do Japão, dizendo que o impacto será levado em consideração quando o FMI atualizar suas previsões globais em abril.

O vírus, que começou na China e se espalhou para 27 países e regiões, aumentou a preocupação entre as autoridades japonesas de que a terceira maior economia do mundo — já prejudicada pela fraca demanda global e consumo privado — poderia entrar em recessão.

As montadoras japonesas produzem peças e os varejistas vendem uma grande variedade de produtos na China, que é o segundo maior destino de exportação do Japão.

O surto também é um golpe às lojas de departamento e hotéis japoneses, visto que os chineses representam 30% de todos os turistas que visitam o Japão e quase 40% da soma total de gastos de turistas estrangeiros no ano passado, segundo uma pesquisa da indústria.
Fonte: UOL com Reuters

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Japão: Governo quer facilitar a vida dos estrangeiros no país

Conferência para a Competitividade Industrial

Em 19 deste mês será aberta a Conferência para a Competitividade Industrial, presidida pelo Primeiro Ministro Shinzo Abe. Na pauta há assuntos relacionados com os estrangeiros residentes no Japão, como a aceleração para a concessão de residência permanente aos recursos humanos de alta qualidade, que até o momento tem a possibilidade de obter visto para 5 anos.

O governo japonês vem analisando essa possibilidade para pesquisadores e gestores com alto conhecimento e especialistas, como forma de vincular ao crescimento da economia japonesa.

Para que esses estrangeiros e seus familiares possam ter um ambiente de boa convivência, pretende realizar melhorias nesse sentido. Ainda durante este exercício (2016) pretende dobrar o número de intérpretes nos hospitais, estuda proporcionar a solicitação online para renovação do visto de permanência, entre outros.

Também está na pauta facilitação para os estrangeiros poderem gerir negócios no Japão.
Fonte: IPC Digital com Nikkei Shimbun