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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ministro de Abe defende a entrada de mais imigrantes no Japão

imigracao japanContrariando a posição do primeiro-ministro em relação à imigração, um dos políticos mais influentes do PLD (Partido Liberal Democrata) disse nesta terça-feira (24) que o governo japonês deveria permitir a entrada de mais imigrantes.

“Com o declínio populacional, o governo deveria incentivar a entrada de mais imigrantes”, disse Shigeru Ishiba, principal rival de Shinzo Abe dentro do PLD, e atual ministro da Revitalização das Economias Locais. “É errado pensar que os estrangeiros não deveriam vir para o Japão”, completou.

No final de setembro, na ONU, o primeiro-ministro expressou relutância em abrir as portas do Japão para imigrantes. Na Assembleia Geral deste ano, a crise dos refugiados foi o principal tópico das discussões entre os chefes de Estado presentes.

“Como uma questão demográfica, há outras coisas que deveremos fazer antes de aceitar imigrantes”, disse Abe, citando a necessidade de políticas que incentivam a participação das mulheres e idosos na sociedade.

Ishiba, que também é parlamentar, disse que Japão precisa implementar políticas que favoreçam imigrantes e cidadãos japoneses. “O governo deve implementar políticas que não causam desconforto em nós (japoneses) e nos imigrantes em termos de linguagem, costumes e outros aspectos”, disse Ishiba.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estrangeiros lotam departamento de imigração no último dia para a emissão do Zairyu Card

zairyu-card-japanOs residentes estrangeiros empreenderam hoje (8) uma corrida de última hora para substituir os certificados do, agora extinto, registro de estrangeiro pelos novos cartões de residência (Zairyu Card).

O Departamento Regional de Imigração em Shinagawa/Tóquio, ficou lotado nesta quarta-feira (08), último dia do prazo para efetuar a troca.

Houve um aumento tão acentuado nesta semana que o departamento de imigração precisou alocar funcionários de outros setores, disse o porta-voz Ken Saito. Apesar do aumento de servidores a espera pelo atendimento era mais longa do que o habitual.

Martin Koos, residente permanente que trabalha para a Embaixada da Suécia em Tóquio, reconheceu que foi sua culpa ter deixado a troca para a última hora. Koos disse que antes de efetuar a troca do cartão, precisou renovar o passaporte que já estava vencendo e, por isso, acabou se atrasando.

A troca era obrigatória para residentes estrangeiros com vistos de médio ou longo prazo, como aqueles casados ​​com cidadãos japoneses ou trabalhando para empresas japonesas, estudantes de intercâmbio, estagiários técnicos estrangeiros e residentes permanentes.

Segundo o Ministério da Justiça, a maioria dos residentes permanentes que não conseguiram fazer a troca dentro do prazo, pareciam estar sob a noção equivocada de que não precisavam adquirir o novo cartão porque, ao contrário dos residentes temporários, seu cartão de registro de estrangeiro estaria válido por até sete anos.

Esse foi o caso do consultor Martin Skye que trabalha em Tóquio. O canadense de 40 anos, disse que sabia sobre a necessidade da troca do cartão há muito tempo, mas pensava que ele estaria isento porque a data de expiração do seu documento era só no próximo ano. Ele disse que um de seus colegas de escritório corrigiu o equívoco.

“Meus colegas de trabalho me disseram que não importa quando o cartão de estrangeiro expira e que eu tinha que vir hoje”, acrescentando que precisou tirar o dia de folga do trabalho para providenciar a troca.

Apesar do longo tempo de espera, ele disse que o processo foi muito eficiente, observando que os funcionários da imigração pareciam estar preparados para o fluxo incomum. “Eles estão fazendo tudo que podem para facilitar para todos. Isso é uma coisa boa “, disse o canadense.

Embora concordando que a imigração lidou com a situação razoavelmente bem, o jornalista freelancer Jake Adelstein disse que não havia espaço para acomodar a todos. Ele disse que esteve no Departamento de Imigração em Shinagawa na terça-feira para fazer a troca de seu ID e que levou nove horas para concluir o processo.

Aqueles que perderam o prazo de 08 de julho podem enfrentar sanções penais, como até um ano de prisão ou uma multa máxima de ¥ 200.000. Mas o Ministério da Justiça diz que tais sanções são aplicadas em casos extremos e que os retardatários não devem hesitar em procurar a imigração para obter o novo cartão de identificação (zairyu card) mesmo após o decurso do prazo.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Japão investiga casos de estrangeiros com visto de trabalho ilegal ou falso

Alto número de pessoas que obtém certificados de qualificações para trabalhar preocupa as autoridades

visto de trabalho ilegalOs setores de imigração no Japão vêm investigando cada vez mais a autenticidade dos documentos enviados por estrangeiros na hora de solicitar o visto de trabalho, que é concedido para não-descendentes que possuem qualificações profissionais.

No ano passado, o órgão conseguiu descobrir vários casos de estrangeiros com visto de trabalho qualificado atuando ou em fábricas ou com funções de arubaito em restaurantes e supermercados, informou o jornal Sankei nesta sexta-feira.

Um dos casos foi a prisão de um homem que estaria no Japão com qualificação para atuar como intérprete, no entanto, trabalhava servindo em um pub filipino.

Houve casos também que, apesar do estrangeiro ter a qualificação real para exercer determinada função, estaria trabalhando em algo diferente da proposta.

Em Osaka, a polícia prendeu o dono de uma franquia de restaurantes de comida chinesa por contratar seis chineses com a qualificação de intérprete e fazer com eles trabalhassem em outras funções.

Em 2011, a polícia de Kanagawa prendeu dois indianos que haviam obtido visto de trabalho com certificados falsos para atuar no Japão, um como ator e o outro como chef de cozinha. No entanto, os dois estariam trabalhando em uma fábrica.

Em 2010, quatro malásios que gerenciavam uma empresa de telecomunicações foram presos por fazer com que um cambojano, que entrou no Japão com certificação para atuar como engenheiro de tecnologia de informação, trabalhasse em um supermercado.

Visto de trabalho

No Japão, com exceção dos descendentes de japoneses, estrangeiros só conseguem obter visto de trabalho através de alguma qualificação profissional. Para atuar como intérprete, por exemplo, é preciso apresentar o certificado de conclusão do curso universitário e ter ao menos três anos de experiência no ramo.

Em outras profissões, a exigência pode ser maior ainda. Para atuar como chef de cozinha, por exemplo, a imigração exige que o indivíduo apresente a licença no ramo e comprove ao menos 10 anos de experiência de trabalho em restaurantes.

No entanto, de acordo com o próprio órgão, há casos em que o estrangeiro consegue obter documentos falsificados pagando para que as instituições emitam, o que formaliza a mentira e dificulta o trabalho da entidade em descobrir.

Para investigar a autenticidade, funcionários da imigração fazem ligações internacionais para instituições de educação e trabalho que aparecem nos certificados emitidos pelos estrangeiros. Quando a ligação não é completada, há grandes chances de os documentos serem falsos.

No entanto, é possível também que alguns estrangeiros utilizem certificações falsas com o telefone de amigos e conhecidos, que estão preparados para atender as ligações e mentir para os funcionários da imigração. Para o órgão fiscalizador, este caso é mais difícil de descobrir e é o que mais preocupa as autoridades.
Fonte: Alternativa